O conto do Sabino

Tem coisa que só se conta em blog. Não sei ao certo o porque, mas das duas uma: i) o fulano é um canalha que não dá a cara a tapa, pois é isso que levaria caso dissesse certas coisas na lata ou; ii) não tem audiência, logo seria o equivalente a soltar um pum no vácuo. Ninguém notaria.

Bom, o fato é que há alguns anos, um amigo me recomendou Sabino. Descreveu um de seus contos para me convencer. Convenceu. O Conto dos 102 Macacos. Coisa de gargalhadas.

Comecei a ler Sabino. Uma a um, seus livros devorava. Em busca do tal conto, li quase toda a obra, faltam alguns romances. O conto não existe.

Mas ao invés de indignação, veio a gratidão. A despeito da frustração, não posso negar que tomei conhecimento do melhor (fodam-se todos os outros eruditos, Sabino é o melhor) escritor “pop” brasileiro.

Nunca comentei com o fdp que cometeu o estelionato literário. Ele lerá esse post, ele saberá do que falo. A verdade é que transmiti a corrente. E comecei a recomendar Sabino a partir do conto imaginário. Gargalhadas vieram.

Mas nunca, ninguém comentou qualquer que fosse o conto do Sabino que tivesse lido, principalmente o conto que ele nunca escrevera. Ninguém me desmascarou até agora, tal qual eu não o fiz com o dito estelionatário.

Penso que ao se darem conta da cilada em que caíram, tiveram o mesmo deslumbramento que tive com Sabino (não é difícil deslumbrar-se com este mago) e devem estar por aí, divulgando o conto nunca escrito por esse mineiro de Belo Horizonte.

Vieram os blogs e decidi registrar aqui o ocorrido. Saibam todos no ano do nosso senhor Jesus Cristo que ler Sabino é divertido pra caralho.